Mês da mulher: conheça algumas das super-heroínas da Veltec

| Por: Giovana Kai

Mulheres estão ocupando seu lugar de direito no mercado de trabalho com sua inteligência e muita garra. Além da competência para exercer todas as funções, desde a assistência até a gestão, mulheres trazem consigo vivências que sustentam sua atuação no mundo corporativo. Todas as situações e desafios enfrentados na trajetória são convertidos em aprendizado, experiência e combustível para continuar olhando para frente, buscando crescimento, aperfeiçoamento e lutando por seu espaço.

Para ilustrar tudo isso, reunimos quatro histórias de heroínas da Veltec, quatro contextos diferentes de mulheres que passaram (e ainda passam) por lutas pessoais e profissionais para chegar aonde chegaram. São mulheres que representam realidades diferentes e, essa diversidade de personalidades que possuem, é encontrada não só dentro da Veltec, mas em todos os lugares.

Beatriz Gonçalves

Beatriz Gonçalves (Analista de Usabilidade)

Beatriz veio da cidade de Apucarana (PR) para Londrina (PR) depois de receber uma bolsa de estudos para cursar Engenharia da Computação. Antes de se estabelecer na cidade, fazia o caminho entre as cidades todos os dias para estudar em um curso composto majoritariamente por homens – de 80 alunos da turma, apenas 7 eram mulheres.

Durante a faculdade, ao trabalhar em algumas empresas da cidade, viveu situações de preconceito e machismo. O fato de trabalhar em ambientes hostis e que não ofereciam reconhecimento impactou sua vida emocionalmente, psicologicamente e financeiramente.

De acordo com a analista, trabalhar em uma área predominantemente masculina tem suas dificuldades. “Difícil é provar que você é competente”, afirma. Para ela, a qualquer manifestação ou tentativa de se impor, a figura feminina está passível a receber comentários negativos relacionados ao fato de “ser mulher”. Ainda assim, ela indica que, mesmo que aos poucos, está havendo um movimento de conscientização por parte de outros profissionais sobre as lutas e a realidade das mulheres diante do preconceito na área.

Para chegar na função em que atua hoje na Veltec, o caminho exigiu persistência. Foram três tentativas, até que na última delas, concorrendo a um cargo novo, não só na empresa como no mercado, conquistou a vaga. Começou como estagiária e após desafios constantes, a evolução em aspectos pessoais e profissionais a levou a efetivação. Aumentaram as responsabilidades e a maturidade. “Achei a profissão da minha vida. Gosto muito de UX. Gosto muito do que eu faço”, afirma Bia.

Se você se encontrasse com você mesma de alguns anos atrás, o que você diria?

“Não levar os problemas tão a sério. Essa é a lição que eu levei de 2017”. Beatriz relatou que ter a cabeça mais forte e pensar que as coisas não dão errado para sempre teria ajudado a lidar com alguns momentos de uma forma melhor.

Adriele Camacho

Adriele Camacho Arruda (Consultora de Negócios)

Adriele nasceu em Jussara (PR), uma cidade com menos de 7 mil habitantes, em uma família grande, com os pais e mais cinco irmãos mais velhos. Desde cedo foi uma pessoa dedicada ao que se propunha a fazer. “Eu sempre tentei ser o melhor possível. Ser a filha exemplo. Então sempre me cobrei muito para tudo”.

Ultrapassou uma série de desafios ao longo da vida, desde a condição financeira da família até o processo de autoaceitação por não seguir os padrões de beleza que impunham a ela. Da competitividade nas agências de modelo em que trabalhava ao machismo e comportamentos abusivos de relacionamentos passados. Da vontade de oferecer melhores possibilidades aos pais ao esforço e dedicação para conquistar sua independência financeira e emocional.

Trabalhou em Cianorte, onde também cursou Administração, e veio para Londrina buscando um recomeço. “Agora vou viver minha vida sem ninguém dizer o que eu tenho que ser, o que eu tenho que fazer”, definiu ela. Conheceu pessoas novas, coisas novas, músicas novas, comidas novas e conheceu seu marido.

Decidiu buscar novos horizontes e oportunidades na vida profissional. Chegou à Veltec para trabalhar com prospecção e logo foi convidada a atuar como consultora. Na nova função encontrou – e ainda encontra – uma série de desafios. “É uma sucessão de sentimentos que a gente passa. É uma responsabilidade muito grande”, afirma. E reforça que não existe preguiça na hora de trabalhar, mesmo ainda precisando enfrentar machismo – de homens e mulheres – e questionamentos sobre sua capacidade na profissão.

Ao pensar em seu crescimento desde que saiu da cidade natal, apesar das dificuldade que viveu no caminho, se considera abençoada por tudo o que conquistou desde que foi em busca dos seus objetivos: “Foi a melhor coisa que fiz na minha vida. Foram dois passos para trás, para dar 100 para frente. Eu não me arrependo em momento nenhum”.

Se você se encontrasse com você mesma de alguns anos atrás, o que você diria?

“Para não ter tanto medo das coisas. Que ela era mais forte do que ela imaginava. Que ela não podia deixar o que as pessoas falam dela influenciar no que ela achava que pode fazer ou não. E que ela poderia muito mais do que ela estava vivendo naquele momento”.

Natali CaetanoNatali Carnelós Caetano (Consultora de Vendas)

Natali é formada em Direito, mas mudou totalmente de área ao entrar na Veltec. Na época, exercendo a função de prospecção, passou por obstáculos em um cargo que era novo na empresa, e precisou desenvolver uma série de habilidades para desempenhá-lo. Desde então, o trabalho passou por mudanças constantes.

Tornou-se consultora de vendas, mudou sua carteira de clientes e, com a evolução da empresa e do cargo, também aumentou sua responsabilidade. “Eu achava que a área comercial não tinha a ver com o meu perfil. Mas foi um reconhecimento pessoal de que vale a pena você tentar, vale a pena você se esforçar, porque só depende de você. Se vocês querem chegar a algum lugar, basta a persistência”, relatou.

Como se isso tudo não fosse o suficiente, no auge das mudanças profissionais, veio uma novidade que transformaria ainda mais os rumos de sua vida. Pouco antes de viajar para curtir as férias, Natali descobriu que estava grávida. “Foi um divisor de águas na minha vida. Porque a gente tenta planejar as coisas e de repente eu me deparei com uma vida totalmente desplanejada”, relatou.

Mesmo não tendo dificuldades em absorver a novidade, a consultora assumiu que questionou como trabalharia – agora em uma nova função – enquanto passava por todas as fases de sua gravidez. “A primeira impressão que a gente tem de uma pessoa que está grávida é a mudança de hormônio. Ela vai sentir fome o tempo todo, vai engordar, vai se sentir mal por conta disso, vai chorar e ficar com sono. Então a todo momento fiquei pensando: não vou dar conta”, lembrou.

Diferentemente do esperado, tudo se encaixou e correu bem, possibilitando conciliar a rotina de trabalho com todos os aspectos da gravidez. E passada a surpresa da descoberta veio a consciência sobre a maternidade. “É sensacional você ver e poder compartilhar com as pessoas isso de ter uma pessoa crescendo dentro de você. É sensacional. Não tem explicação”, afirmou.

E sobre o impacto da gravidez na vida profissional, Natali diz que não houve nenhuma interferência que a limitasse: “Eu continuo fazendo as mesmas coisas e ainda mais coisas do que eu estava fazendo. Deus fez com que eu passasse por todas essas fases antes, fazendo com que eu me adaptasse, para depois ter um filho. Porque antes eu não gostava de mudança.”. Para ela, todas as transformações em sua vida, incluindo a gravidez ajudaram com que ela deixasse os acontecimentos fluírem com mais naturalidade, aceitando que não estamos no controle de tudo com que nos deparamos e que mesmo assim, está tudo bem.

Se você se encontrasse com você mesma de alguns anos atrás, o que você diria?

De acordo com Natali, ela orientaria sua versão mais jovem a estudar, conquistar estabilidade e ter mais maturidade em suas escolhas. Mas assume que suas escolhas foram importantes para sua formação pessoal: “Eu não faria tudo diferente porque o que eu fiz foi válido para ser o que eu sou hoje”.

Olinda Ferreira

Olinda Ferreira (Gerente Administrativo Financeiro)

Hoje, Olinda é uma das mulheres que ocupam cargos de gerência na Veltec. Mas para chegar até aqui, também enfrentou obstáculos e provou a sua força em cada passo desde que saiu de Ponta Porã (MS) para buscar uma formação de qualidade em Maringá (PR). Na época, juntou o dinheiro do acerto da empresa em que trabalhava em sua cidade de criação e voltou para o Paraná – Estado onde nasceu – em busca de melhores oportunidades.

Ao chegar em Maringá, dividiu uma república com outras 7 mulheres e em 15 dias conseguiu um emprego para manter sua estadia na cidade. Após a primeira tentativa no vestibular, percebeu que precisava fortalecer seus estudos. Para isso, conseguiu um segundo emprego para pagar seu cursinho. E assim seguiu sua rotina pelos meses seguintes: trabalhava durante o dia, de segunda a sexta-feira e fazia cursinho à noite e no final de semana trabalhava em seu segundo emprego.

Com o esforço veio a aprovação no vestibular para o curso de Administração. Ao mesmo tempo em que fazia faculdade, veio o reconhecimento no trabalho podendo dedicar-se apenas a um deles, deixando o segundo emprego. Mesmo assim, houver tempos de dificuldade. “Chegava o fim do mês e acabava o dinheiro. Não tinha como comer nem no R.U. [Restaurante Universitário]. Precisava comer pão com ovo”, lembrou.

Sempre buscando desafios para crescer na carreira, após se formar, passou por outras experiências profissionais até ser apresentada a um cargo em uma grande empresa nacional. E um novo desafio começava. Durante oito anos, viajou 140 km para ir e voltar do trabalho e depois de um ano, conquistou a gerência.

Foi nesse meio tempo, já casada, que decidiu tornar-se mãe. Um plano que foi interrompido ao descobrir  um câncer no processo de retirada de um mioma. “Aí meu mundinho caiu. Você acha que você vai morrer”, relatou. Foram três cirurgias e um tratamento de quimioterapia.

Mesmo assim Olinda tomou a decisão de não parar de trabalhar. E nesse processo, conheceu pessoas boas e cuidadosas que colaboraram para ela se manter firme ao seu objetivo.

Ao fim do tratamento, entre fusões e mudanças na empresa, mesmo com dúvidas em relação ao seu futuro no cargo por conta da doença, Olinda foi convidada a assumir a gerência no Rio Grande do Sul, onde precisou lidar com preconceito de colegas de trabalho. “Tive fases bem negativas no convívio com as pessoas de lá, que tinham preconceito por eu ser uma gerente mulher. Eu sou uma mulher negra para eles, então foi um problema também”. Essas questões colaboraram para sua saída da empresa e a volta para o Paraná, onde sua integridade já conhecida lhe rendeu uma oportunidade na Veltec.

A reincidência do câncer veio após a tentativa de fertilização, ao dar continuidade no plano de ser mãe. Novamente, passou por todo o processo de tratamento, sem abrir mão de trabalhar. E hoje, depois de superar a doença e com uma carreira consolidada, ela continua mirando seu crescimento. “Eu não sou uma pessoa de ficar olhando para trás. Sempre olho para frente. Quero crescer mais ainda, então tenho grandes expectativas e me dedico para isso. Eu quero mais, mas eu quero chegar até onde é possível com verdade”.

Se você se encontrasse com você mesma de alguns anos atrás, o que você diria?

“Eu faria tudo de novo. Eu acho que não mudaria nada”, enfatizou e ainda aconselhou: “Acho que mais importante do que saber que você quer é saber o que você não quer”.

Cada mulher carrega consigo uma luta e essas foram as histórias de apenas quatro das nossas heroínas, mas sabemos que existem muito mais a serem contadas. Que estes relatos sirvam para inspirar e impulsionar outras mulheres e mostrar a todos a força que existe em todas elas.

mulher na tecnologia

Autor

Giovana Kai

Giovana Kai

Uma mão digitando em um laptop Uma mão digitando em um laptop Uma mão digitando em um laptop

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