Como funcionam as câmeras dos sensores de fadiga?

| Por: Giovana Kai

A inteligência artificial (IA) em sensores de fadiga, ao mesmo tempo em que causa espanto, também gera admiração pelo número de possibilidades que abre para a automatização de funções na gestão de frotas que antes acreditávamos serem orgânicas demais para ficarem a cargo de máquinas. 

No século passado, quem diria que seria possível reconhecer sinais de fadiga e outros tipos de comportamento através sensores de fadiga? Então, se você também tem curiosidade sobre essas inovações, acompanhe o texto.

O que são sensores de fadiga?

Os sensores de fadiga são uma inovação constante dentro do setor logístico e se destaca pelo impacto positivo que causa no trânsito ao redor do mundo. Mas antes de aprofundarmos esta questão, você sabe como funciona o sensor de fadiga?

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Saiba todos os detalhes dessa inteligência artificial aplicada a gestão de frotas:

O sensor ou detector de fadiga é um auxiliar de condução que emite alertas, tanto para o motorista quanto para a central de monitoramento, quando identifica que aquele está apresentando sinais de sonolência ou mesmo dormindo ao volante.

Hoje,a IA da Trimble, a Tassi - auxilia muito na simplificação e otimização de processos de análise para a tomada de decisões a partir dos dados fornecidos pelos sensores de fadiga, porque a tecnologia tem a capacidade de organizar e conferir com maior clareza dados que, por falta de tempo, equipe ou investimento não seria possível. 

E, ao aplicá-la no setor de gestão de frotas podemos citar a melhoria na tomada de decisões, principalmente ao tratar do reconhecimento facial de sinais de fadiga e outros tipos de comportamentos nocivos de motoristas e terceiros durante o processo de transporte de cargas. Os sensores de fadiga são uma tecnologia fundamental para a empresa que visa mitigar danos e garantir a segurança e lucratividade. 

O sensor de fadiga faz parte de um sistema ainda mais completo chamado DSM (Driver Status Monitor) que identifica outra série de comportamentos de risco emitidos pelo motorista, como falar ao celular, digitar mensagens e outras formas de distração, e até mesmo o ato de fumar dentro do veículo.

A ideia é captar atitudes que sejam prejudiciais à segurança, principalmente aquelas que tiram a atenção do motorista do ponto principal durante um trajeto: a via.

DSM e ADAS: quais são as diferenças?

Aliado ao DSM, outro sistema muito importante para o monitoramento da condução do motorista é o ADAS (Advanced Driver Assitance System), que mantém suas câmeras voltadas para a pista. O objetivo da observação é verificar e avisar sobre ocorrências de troca de faixa sem uso de sinalização, aproximação e risco de colisão.

Quer um exemplo claro das diferenças entre os dois? Vamos lá!

Marcos é um motorista de caminhão - em um veículo sem qualquer tipo de monitoramento e sensor de fadiga e distração. Ele opta pelo risco de fazer seus trajetos em um período de tempo mais curto. Dessa forma, ele abre mão de sua segurança e decide não fazer as pausas para descanso estabelecidas pela lei, viajando por várias horas seguidas, sem parar.

Essa rotina cansativa faz com que Marcos apresente sinais de fadiga repetidamente, até que uma hora ele cai no sono enquanto dirige. A questão é que o motorista de caminhão não está sozinho na estrada e, após 3 segundos de sono ao volante, ele colide com outro veículo, causando um grave acidente.

Em casos como este, o sistema DSM identificaria os primeiros sinais de fadiga e emitiria os alertas para que o motorista e o centro de controle operacional (CCO) ficassem cientes dessa situação de risco. Ao perceber a recorrência dos alertas, uma possível ação do CCO seria entrar em contato com Marcos para solicitar que ele parasse o veículo e encontrasse um lugar pra descansar.

Se mesmo assim ele continuasse o trajeto e dormisse, levando o caminhão a invadir a pista contrária, o sistema ADAS seria o responsável por identificar esse tipo de ocorrência e emitir os alertas para evitar uma possível colisão.

Essa é apenas uma das possibilidades de acidentes causados por falha humana e que podem ser evitadas utilizando este tipo de tecnologia embarcada, combinando as evidências do que acontece na cabine ou dentro do veículo, com o DSM, e no ambiente ao redor dele, com o ADAS.

Por isso é importante compreender os riscos e as ferramentas que compõem o sensor de fadiga, para assim tomar a decisão de investir na tecnologia e mitigar os danos. Para isso, também temos esse material.

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    Como foi apresentado pelo exemplo anterior, todos os componentes que integram o sensor de fadiga são essenciais tanto para a prevenção de acidentes quanto para a compreensão dos comportamentos de risco mais presentes no cenário da violência no trânsito.

    A partir do momento que temos informações sobre o comportamento do motorista durante a sua jornada de trabalho, e principalmente, temos as evidências visuais dessa conduta, podemos aplicar ações corretivas e trabalhar a conscientização. E conforme criamos um banco de dados com perfis de motoristas mais propensos a se envolverem em acidentes, pontos específicos do caminho onde eles apresentam mais sonolência, entre outras informações, conseguimos agir preditivamente.

    São ferramentas como esta que viabilizarão que trabalhemos cada vez menos o gerenciamento de crise em empresas e suas frotas, e possamos focar mais na prevenção e educação de condutores sobre uma direção defensiva para evitar acidentes e salvar mais vidas no trânsito.

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